quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Domar o Indostão!

Lendo Uma Campanha Alegre do Eça de Queiroz, aprendi uma coisa que quando se domar o Indostão, o país pode e deve dizer, em verso:

Zoilos tremei, que o Indostão foi meu!!!!!

Domar o Indostão é preciso....

**
O Indostão só fará sentido para quem ler o livro, portanto fica a dica!
Na realidade, me deu uma imensa vontade de postar isso hoje, acontecimentos me fizeram ver o Indostão de uma outra forma!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Parnasiana, eu não!

Eu não sou parnasiana,
Longe disso estou.
Sem métricas e sem formas.
Cultuo apenas a beleza
interior das pessoas,
E não apenas das palavras.
Prefiro ser assim..
Sem rimas, sem versos bonitos.
Agrado a mim e a quem quero.
Logo me pergunto:
- Parnasiana?!Eu!?Jamais!

Tudo tudo... Tudo assim. Tão diferente e tão aparente. Tão
velho e tão novo. Tão presente, porém ausente. Tudo assim querendo ser
mais que passageiro. Quero o permanente!

Se não for esse tudo, que seja pelo menos o suficiente pra
ser feliz.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Moska.

Nem esperava mais ir, porém como sempre, minha vida é repleta de decisões tomadas em cima da hora. Não que isso seja ruim, muito pelo contrário, até acho bem mais interessante do que premeditar algo, porém o contraposto de tudo isso era: a compra dos ingressos. Ou melhor, troca dos ingressos pelo kilo de alimento.
(Aah, pra quem não sabe, falo do show do Paulinho Moska aqui em Belém. )
Digamos que foram quase duas horas em uma fila totalmente estressante, que nos deixava a dúvida se realmente iríamos entrar, visto que tinham distribuídos os ingressos pra cadeira bem cedo, digo que realmente foi beeeeeeem cedo.
Um desvio de informações sobre o que deveríamos fazer, duas filas se formavam, pessoas desistiram, o estresse subia, palhaçadas, piadas e enfim... Quando nem acreditávamos, entramos!!!Aleluiaaaa!!!
De fato, chegamos mais da metade do show, aliás, pra ser mais precisa umas cinco músicas pro fim do show. Perdemos um tempão naquela baderna, enquanto ainda tinham 40 lugares disponíveis e chão para todos se acomodarem da maneira que quisessem, porém como se tratando de Belém do Pará, mais uma vez a desorganização tomou conta do evento, que tinha tudo pra ser excelente.
Na realidade, o evento foi excelente. Certo que assisti uma amostra bem pequena do que ele foi, porém, deu pra sentir a grandeza do espetáculo em que Moska estava inserido.
Diga-se de passagem que o Moska é um dos grandes cantores e poetas (sim, poeta!) do Brasil atualmente. Eu admirava seu trabalho, mas ontem comprovei o quão ele é talentoso. Cantando e interpretando obras do Pixinguinha ao lado do saxofonista e flautista, Eduardo Neves, seu amigo também, foi realmente extraordinário.
Bom, apesar de toda a bagunça e desorganização o show foi maravilhoso. Fiquei por um tempo sentadinha no chão, só que uma grande cabeça atrapalhava minha visão, e optei por ficar em pé, afinal, o que seria ficar em pé assistindo o show depois de ter passado um tempão em pé no estresse?! Pude até cantar pro namorado a valsinha que adooro do Pixinguinha, que descobri ser datada de 1919... e que começa assim:"Tu és divina e majestosa estátua majestosa.... "
Perfeito! Adorei ouvir e ver ela cantada e interpretada com tamanha emoção do Moska e ter o acompanhamento de sua magnifica banda.

Dica: Da próxima vez, caro governo, secult, funtelpa, sei lá o que das quantas, procurem um lugar maior, organizem-se. Nós, paraenses, não somos aculturados pra não gostar de eventos como tal.


Au revoir.

terça-feira, 20 de novembro de 2007


Os pés e mãos geladas.
Estrada a noite.
Ônibus cheio de pessoas estranhas.
Um curto trajeto.
Apagaram as luzes do ônibus!
Escuridão.


Ninguém sabia o quanto o medo do escuro deixa-me apreensiva.
E ela conversa ao meu lado.
Fala sobre milhões de coisas.
E o pensamento longe, tremia de medo,
porém ninguém sabia.


E ela falava e falava: bla bla bla.
E eu pensava: Chega logo! Quero luz!
Disfarcei de todas as maneiras o medo, com grande sucesso.
Mas aquilo parecia um filme de terror,
Por que não podia ser comédia?
(Filmes, queria tanto assistir a um agora!)


Pensamentos voavam longe, olhando a estrada escura.
Como odeio viajar a noite.
Mas o dia valeu a pena.Precisava do sorriso e da voz dele.
Já não tinha idéia de onde estávamos,
quando me dei conta que estávamos no ar condicionado.
E por isso estava com frio.


Quando mais a frente vi vários carros e... Luz!
Cidade.Chegamos.Luz.
Odeio a escuridão!


E ela só chorou naquela noite, chorou não por tristeza e desespero, mas sim por que a raiva e indignação enchiam seu coração que de tão cheio precisava extravasar. Suas lágrimas caíram pesadas, amargas. Prometeu a si mesmo jamais chorar daquele jeito. Hoje porém, o que ela deseja é ser feliz, não como outrora pensara que era, mas sim uma felicidade de verdade, onde seu sorriso não tivesse nenhum resquício de preocupação ou nervosismo.
Ela tentou sumir várias vezes, já tentou o impossível, mas agora ela quer aparecer, a ferida deixa sempre cicatrizes, porém elas não abrem novamente, as marcas são pra lembrar da lição que tirou de tal fato. E vai ser sempre assim.
O medo que ela tem hoje é de sofrer tudo que já sofreu, medo de saber que no caminho existem curvas, esquinas que poderão surpreender seu trajeto, mas no fundo sabe bem o que quer e isso nesse momento já basta.
**

Ele inventou uma desculpa, disse que seria assim, apenas um tempo, apenas mais um tempo.O que cabe nesse tempo todo?! Tanta coisa, tudo muda, tudo volta.
Talvez, o tempo venha pra que se esqueça uma história e não pra sentir falta dela, mas era o que ele queria.
Não sabia bem o que faria com ele, porém começava a destrinchar novamente o que sabia sobre diversão. Hora de praticar tudo!
Será que ela sofre?! Logo volta atrás, pensa que será como antes. Será?!
Qual é a lição de hoje? Liberdade!
E que liberdade é essa tão complexa, pois ele usufruía dela. Mas hoje será diferente. Sem culpas, sem cobranças, sem dor de cabeça.
É hoje!

domingo, 11 de novembro de 2007

Sonhos?!

"Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo"
Ney Matogrosso, Poema.
Sonhos deveriam ser bons e não ruins!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Declaração Hermaníaca.

Fiz pra ti mais uma canção no ritmo da chuva, olhando aquela casa pré - fabricada onde na parede estava o retrato pra , e te imaginei como a flor que desabrocha na primavera. E no meio daquela santa chuva, me deu uma vontade de dançar um samba a dois, porém fiz uma descoberta, eu estava tão sozinha que tive que conter aquela vontade e disse pra mim mesma:
"-Tá bom, deixe estar , eu não quero um par, eu quero o par, que fique comigo do lado de dentro."
E sabe mais?! Descobri que é no dito último romance que conseguimos ver que a estrada vai além do que se vê... Pois, moço depois do primeiro andar, vem o segundo, o terceiro... o sétimo andar e tudo fica mais sentimental.
E veja bem meu bem, espero que aquele adeus você, nunca escute de minha boca, pois o que mais quero é ao teu lado descobrir um horizonte distante. E tenha dó de mim, que não suporto a idéia de ficar sem ter você, pois adoro o teu suín e teu sapato novo.
Eu quero ser sua Lisbela, te dar a cena que você possa brilhar. E a cada bom dia, quero trazer o mundo ao seus pés e dessa forma te fazer feliz enquanto não há outro alguém, nem Aline, nem Anna Júlia etc. e quem sabe, até quando o cara estranho chegar e nos enganar dizendo que todo carnaval tem seu fim.
Pois, a nossa história, meu vencedor, vai até onde o vento guiar.

Frustrada.

Preciso dos meus trabalhos da faculdade.
Preciso da correria da vida de jornalista.
Preciso da assessoria.
Preciso da política, da economia, do Habermas, do Locke, Maclhuan, Barbero...
Preciso até do Marcus Vinicius e suas frescuras..
Preciso da minha inspiração.
Preciso da minha paixão...
.JORNALISMO.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Uma questão de tempo.

O tempo e a oportunidade.
O tempo e a insegurança.
O tempo e a solidão.
O tempo e o inevitável.
O tempo e a alegria.
O tempo e a indecisão.
O tempo e a necessidade.
O tempo e a surpresa.
O tempo e o acaso.
O tempo e a verdade.
O tempo e a felicidade.