sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Deixa estar...

... em mais uma canção me faço presente. Aprendi a redescobrir coisas, falta saber o que fazer com elas. E eu só sei que quero que permaneça igual, não igual agora, mas igual a antes... Só isso.
São uns rostos estranhos, inquietos, apressados.
Corpos que vivem de lá pra cá...
De cá pra lá...

Sem objetivo,
Vivos do consumo.
Cobiçando o materialismo.

Canso-me de ver todos os dias...
Quase as mesmas pessoas...
A mesma atmosfera...
O mesmo propósito: Consumir!

Mundo de paredes e artigos inválidos
Ar condicionado,
Cartões,
Lojas,
Inseguro,

Confuso e difuso, sem ser profundo.
É feito pra que?!

Qual é a condição?

Não existe condições para sentir, apenas motivos para se querer...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

"Você vem ou será que é tarde demais?"
Um girassol da cor do seu cabelo, Nenhum de Nós.



Disseram tanto a ela, coisas que jamais pudesse imaginar que poderia ser. Porém, não acreditou em ninguém. Apenas acredita nela, sabendo que o amanhã pode vir triste e cinza, ou não.
A esperança que ela tem é maior do que o próprio pessimismo e a insegurança. Por que ser tão insegura se nada é certo?! Justamente por saber disso é que o medo dela se tornava cada vez mais real quando alguém se afastava, alguém que ela gostava e não qualquer pessoa.
As estrelas parecem sempre ficar no céu, mas nem sempre são as mesmas, apesar de enfeitarem aquela paisagem, que só é mais bela com elas. Uma metáfora pouco compreendida, só que ela sabia como absorver.
Não se pode esperar do sol mais sol e nem da chuva mais chuva. Espera apenas que seja intenso, o suficiente pra ser inesquecível.
Na realidade, ela não quer só isso. Ela quer mais, mas nem sempre querer mais é a real vontade de todos. Quem a compreende?! Nem ela mesmo consegue compreender seus mistérios.
Ultimamente, o coração tem andado muito doente, angustia, medo, medo do passado, medo do futuro, medo do medo que tem em ser medo.
Ela refaz a cena, refaz o ato, refaz a história. Todos os dias. Ela quer o que fora antes, mas só o que se explica a felicidade.
Enigmas. Palavras incertas. Buscas perdidas. Passos sem firmeza.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Mudar

No fim as mudanças. Sim, aquelas mudanças esperadas e outras não desejadas. O que importa é que são mudanças, e que de alguma maneira elas me fazem ver o mundo de uma outra forma. Esquecer de tudo?! Jamais! Gosto de lembrar de tudo, até mesmo dos erros, pois é neles que encontramos o sentido dos atos...Pensamos trilhões de vezes antes de cometer outra vez algo semelhante.
Apesar de todas as mudanças serem boas, algo me incomoda, o tempo! Que tempo terei para ver quem eu amo partir?! Sim, eu falo da minha irmã. Casamento, viagem, e mais mudanças... e dessa vez, mudanças mais bruscas. E isso eu não verei...
A noite veio para que eu refletisse sobre isso, e cada vez que penso, mas fico triste de saber que pouco terei com ela.
Mudanças... requer abdicar de algo para se adaptar a outro que pode te levar ao sucesso imediato.
Mudanças... Adaptar-me-ei a elas....
- Estás bem?!
- Não, não to, mas ninguém pode me ajudar.
-Tens certeza disso!? Sabes que te conheço muito bem, e se não ajudar 100% posso chegar pelo menos na metade disso...
-Tudo bem, vou falar...

****

Apesar de não parecer da maneira mais certa que deveria ser, existem coisas que nunca mudam.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Domar o Indostão!

Lendo Uma Campanha Alegre do Eça de Queiroz, aprendi uma coisa que quando se domar o Indostão, o país pode e deve dizer, em verso:

Zoilos tremei, que o Indostão foi meu!!!!!

Domar o Indostão é preciso....

**
O Indostão só fará sentido para quem ler o livro, portanto fica a dica!
Na realidade, me deu uma imensa vontade de postar isso hoje, acontecimentos me fizeram ver o Indostão de uma outra forma!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Parnasiana, eu não!

Eu não sou parnasiana,
Longe disso estou.
Sem métricas e sem formas.
Cultuo apenas a beleza
interior das pessoas,
E não apenas das palavras.
Prefiro ser assim..
Sem rimas, sem versos bonitos.
Agrado a mim e a quem quero.
Logo me pergunto:
- Parnasiana?!Eu!?Jamais!

Tudo tudo... Tudo assim. Tão diferente e tão aparente. Tão
velho e tão novo. Tão presente, porém ausente. Tudo assim querendo ser
mais que passageiro. Quero o permanente!

Se não for esse tudo, que seja pelo menos o suficiente pra
ser feliz.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Moska.

Nem esperava mais ir, porém como sempre, minha vida é repleta de decisões tomadas em cima da hora. Não que isso seja ruim, muito pelo contrário, até acho bem mais interessante do que premeditar algo, porém o contraposto de tudo isso era: a compra dos ingressos. Ou melhor, troca dos ingressos pelo kilo de alimento.
(Aah, pra quem não sabe, falo do show do Paulinho Moska aqui em Belém. )
Digamos que foram quase duas horas em uma fila totalmente estressante, que nos deixava a dúvida se realmente iríamos entrar, visto que tinham distribuídos os ingressos pra cadeira bem cedo, digo que realmente foi beeeeeeem cedo.
Um desvio de informações sobre o que deveríamos fazer, duas filas se formavam, pessoas desistiram, o estresse subia, palhaçadas, piadas e enfim... Quando nem acreditávamos, entramos!!!Aleluiaaaa!!!
De fato, chegamos mais da metade do show, aliás, pra ser mais precisa umas cinco músicas pro fim do show. Perdemos um tempão naquela baderna, enquanto ainda tinham 40 lugares disponíveis e chão para todos se acomodarem da maneira que quisessem, porém como se tratando de Belém do Pará, mais uma vez a desorganização tomou conta do evento, que tinha tudo pra ser excelente.
Na realidade, o evento foi excelente. Certo que assisti uma amostra bem pequena do que ele foi, porém, deu pra sentir a grandeza do espetáculo em que Moska estava inserido.
Diga-se de passagem que o Moska é um dos grandes cantores e poetas (sim, poeta!) do Brasil atualmente. Eu admirava seu trabalho, mas ontem comprovei o quão ele é talentoso. Cantando e interpretando obras do Pixinguinha ao lado do saxofonista e flautista, Eduardo Neves, seu amigo também, foi realmente extraordinário.
Bom, apesar de toda a bagunça e desorganização o show foi maravilhoso. Fiquei por um tempo sentadinha no chão, só que uma grande cabeça atrapalhava minha visão, e optei por ficar em pé, afinal, o que seria ficar em pé assistindo o show depois de ter passado um tempão em pé no estresse?! Pude até cantar pro namorado a valsinha que adooro do Pixinguinha, que descobri ser datada de 1919... e que começa assim:"Tu és divina e majestosa estátua majestosa.... "
Perfeito! Adorei ouvir e ver ela cantada e interpretada com tamanha emoção do Moska e ter o acompanhamento de sua magnifica banda.

Dica: Da próxima vez, caro governo, secult, funtelpa, sei lá o que das quantas, procurem um lugar maior, organizem-se. Nós, paraenses, não somos aculturados pra não gostar de eventos como tal.


Au revoir.

terça-feira, 20 de novembro de 2007


Os pés e mãos geladas.
Estrada a noite.
Ônibus cheio de pessoas estranhas.
Um curto trajeto.
Apagaram as luzes do ônibus!
Escuridão.


Ninguém sabia o quanto o medo do escuro deixa-me apreensiva.
E ela conversa ao meu lado.
Fala sobre milhões de coisas.
E o pensamento longe, tremia de medo,
porém ninguém sabia.


E ela falava e falava: bla bla bla.
E eu pensava: Chega logo! Quero luz!
Disfarcei de todas as maneiras o medo, com grande sucesso.
Mas aquilo parecia um filme de terror,
Por que não podia ser comédia?
(Filmes, queria tanto assistir a um agora!)


Pensamentos voavam longe, olhando a estrada escura.
Como odeio viajar a noite.
Mas o dia valeu a pena.Precisava do sorriso e da voz dele.
Já não tinha idéia de onde estávamos,
quando me dei conta que estávamos no ar condicionado.
E por isso estava com frio.


Quando mais a frente vi vários carros e... Luz!
Cidade.Chegamos.Luz.
Odeio a escuridão!


E ela só chorou naquela noite, chorou não por tristeza e desespero, mas sim por que a raiva e indignação enchiam seu coração que de tão cheio precisava extravasar. Suas lágrimas caíram pesadas, amargas. Prometeu a si mesmo jamais chorar daquele jeito. Hoje porém, o que ela deseja é ser feliz, não como outrora pensara que era, mas sim uma felicidade de verdade, onde seu sorriso não tivesse nenhum resquício de preocupação ou nervosismo.
Ela tentou sumir várias vezes, já tentou o impossível, mas agora ela quer aparecer, a ferida deixa sempre cicatrizes, porém elas não abrem novamente, as marcas são pra lembrar da lição que tirou de tal fato. E vai ser sempre assim.
O medo que ela tem hoje é de sofrer tudo que já sofreu, medo de saber que no caminho existem curvas, esquinas que poderão surpreender seu trajeto, mas no fundo sabe bem o que quer e isso nesse momento já basta.
**

Ele inventou uma desculpa, disse que seria assim, apenas um tempo, apenas mais um tempo.O que cabe nesse tempo todo?! Tanta coisa, tudo muda, tudo volta.
Talvez, o tempo venha pra que se esqueça uma história e não pra sentir falta dela, mas era o que ele queria.
Não sabia bem o que faria com ele, porém começava a destrinchar novamente o que sabia sobre diversão. Hora de praticar tudo!
Será que ela sofre?! Logo volta atrás, pensa que será como antes. Será?!
Qual é a lição de hoje? Liberdade!
E que liberdade é essa tão complexa, pois ele usufruía dela. Mas hoje será diferente. Sem culpas, sem cobranças, sem dor de cabeça.
É hoje!

domingo, 11 de novembro de 2007

Sonhos?!

"Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo"
Ney Matogrosso, Poema.
Sonhos deveriam ser bons e não ruins!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Declaração Hermaníaca.

Fiz pra ti mais uma canção no ritmo da chuva, olhando aquela casa pré - fabricada onde na parede estava o retrato pra , e te imaginei como a flor que desabrocha na primavera. E no meio daquela santa chuva, me deu uma vontade de dançar um samba a dois, porém fiz uma descoberta, eu estava tão sozinha que tive que conter aquela vontade e disse pra mim mesma:
"-Tá bom, deixe estar , eu não quero um par, eu quero o par, que fique comigo do lado de dentro."
E sabe mais?! Descobri que é no dito último romance que conseguimos ver que a estrada vai além do que se vê... Pois, moço depois do primeiro andar, vem o segundo, o terceiro... o sétimo andar e tudo fica mais sentimental.
E veja bem meu bem, espero que aquele adeus você, nunca escute de minha boca, pois o que mais quero é ao teu lado descobrir um horizonte distante. E tenha dó de mim, que não suporto a idéia de ficar sem ter você, pois adoro o teu suín e teu sapato novo.
Eu quero ser sua Lisbela, te dar a cena que você possa brilhar. E a cada bom dia, quero trazer o mundo ao seus pés e dessa forma te fazer feliz enquanto não há outro alguém, nem Aline, nem Anna Júlia etc. e quem sabe, até quando o cara estranho chegar e nos enganar dizendo que todo carnaval tem seu fim.
Pois, a nossa história, meu vencedor, vai até onde o vento guiar.

Frustrada.

Preciso dos meus trabalhos da faculdade.
Preciso da correria da vida de jornalista.
Preciso da assessoria.
Preciso da política, da economia, do Habermas, do Locke, Maclhuan, Barbero...
Preciso até do Marcus Vinicius e suas frescuras..
Preciso da minha inspiração.
Preciso da minha paixão...
.JORNALISMO.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Uma questão de tempo.

O tempo e a oportunidade.
O tempo e a insegurança.
O tempo e a solidão.
O tempo e o inevitável.
O tempo e a alegria.
O tempo e a indecisão.
O tempo e a necessidade.
O tempo e a surpresa.
O tempo e o acaso.
O tempo e a verdade.
O tempo e a felicidade.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O Cotidiano

Amanheceu mais um dia, e ela nem precisa demorar muito pra saber o que irá ter que enfrentar logo mais, sua relutância em permanecer na cama é vencida pelo despertando tocando insistentemente como se ela estivesse no quartel do Exército, e como toda quarta feira, meio da semana, o ritmo frenético do trabalho e de sua rotina tão fatigada consome o que lhe resta de esperança.
Ao acordar já percebe a mesma sensação de todos os dias, o receio de estar sempre atrasada, vê que tudo está rápido demais e sente que está ficando pra trás.
Saindo de casa, como é de costume, observa as pessoas passando por ela, cada vez mais apressadas e com o único objetivo, o de chegar em seus destinos o mais rápido possivel. As horas estão contra elas. "Mas pra quê tanta correria?", as vezes ela se dá o luxo de pensar assim, pois apesar de estar trabalhando faz tempo, ainda não entendia aonde as pessoas queriam chegar. O que é necessidade e o que é luxo? O é prazer e o que é sacrifício? Procurava tentar responder suas indagações, mas nunca chega a lugar nenhum. E assim, a caminho do trabalha divagava sem encontrar respostas ou explicações para o que pensava.
Quando chega no seu emprego, olha ao seu redor, e desde cedo os rostos já estão entediados e cansados, o dia mal começa, mas todos já sabem que será mais um igual ao outro. Nada muda em suas vidas. E ela pensa consigo mesma: "Vamos lá, logo acabará!". É sempre assim, tenta arrumar forças para enfrentar todas as tarefas chatas que terá que fazer, todos os chiliques do seu chefe, e aquela secretária chata que vive comendo sonhos da padaria e que sempre quando deixa algum relatório pra ela, suja a sua mesa.
Trabalho, trabalho e mais trabalho, isso é a característica de seu dia. Mas existe um momento que ela para pra pensar em como tudo aquilo podia ser diferente, poderia acordar mais tarde e aproveitar o bela manhã de sol quente que brilhava lá fora do mundo de concreto que a aprisionava, queria poder fazer valer a pena os seus dias, não estar presa à rotina, sair da monotonia, fazer algo diferente. Porém ela sabe que não tem como sair desse mundo, os concretos e as obrigações a cercam e muitas coisas dependiam do trabalho dela.
Ao fim do dia, ao sair da empresa, a caminho de casa os outros aproveitam o fim do dia, dentro dela há uma enorme vontade de fazer o mesmo, mas ela se sente tão cansada, sem muitas pesperctiva de mudanças, apesar de ansiar muito por um momento de diversão, entretanto já se acostumou a sentir apenas a vontade de fazer e não de realiza-la. Como de costume volta pra casa, sabendo que lá terá mais trabalho pela frente. Depois dos afazeres domésticos alguma programação medíocre prenderá a sua atenção fazendo-a adormecer, pois seu corpo está cansado e sua mente quer buscar em seus sonhos a verdadeira paz que precisa.

"Pai..o tempo está virando...

Pai... me deixa respirar o vento....Vento"

Um inferno chamado TPM!

Todo mês a mesma história, durante um curto período de tempo, porém, significante, os meus nervos ficam fora de controle, hora sensíveis demais, hora furiosos. O pior é que essa situação não afeta só a mim, mas quem me cerca. Opto às vezes por me isolar, chorar minhas mágoas, reviver o passado, desenterrar mortos, explicar meus fracassos e teimar que eles irão repetir, pois não sei que diabos nessa época me faz pensar que nada dará certo. É um sentimento de desânimo que me consome de tal maneira acorrentando-me a uma vida sem sentido.

Procuro me afastar de todos, vivo um dia de EMO... Emocionalmente atingida por não sei o quê sem motivo pra ser.
Uma fase sombria que parece não ter fim. Parece que eu fico mais feia, mais inchada, todas as roupas ficam apertadas, estranhas, esquisitas... argh!

Mulher sofre! O que mais deixa triste é a falta de tato do sexo masculino com essa momento, são tantas transformações para nós, mulheres, e ainda temos que aturar a incompreensão do outro lado. "Ah, estás com TPM, vou me afastar de ti, quando estiveres melhor, me avise" , e ainda temos que aguentar comentários desse tipo! Sofremos quando temos nossa primeira menstruação, que chega muitas vezes na mudança de criança para pré adolescente, e com a menarca temos que nos comportar de outra forma. Sofremos durante todo o período menstrual com cólicas e essa maldita TPM, sofremos quando chega a menopausa... Aaaaah! E por que só a mulher sofre isso?!
(Desabafo sob efeito da TPM!)

Enfim ... depois de quase uma semana nesse clima de morbidez total, eis que acordo e vejo que passou. Até as dores da cólica se tornam mais suportáveis do que ficar nessa maldita TPM que me inferniza todo mês.

Agora sim, o alivio chegou!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Mente vazia...

Oficina do diabo... Velho ditado popular que eu comprovo todos os dias. A quantidade de baboseiras que passam pela minha cabeça nesses dias de ócio, é absurdamente incrível! Eu que sempre fui ativa em minhas atividades me encontro em qualquer esboço de arte de segunda categoria que descartada antes do término.
Mas como não me canso de tentar de novo... Vamos lá. Quarto round.

Esse diabo não vai me pegar... mua ha ha ha!

Ai, esse medo!

Mais um dia que apenas penso e nada faço.
Na realidade, falta-me dar o primeiro passo, pois depois dele já sei o rumo que devo seguir. Mas que medo é esse que me prende e repreende os planos? Mas que medo é esse que não me deixa andar?
Pés acorrentados, mente vendada...
Um dia isso acaba e essa luta travada irá terminar, e espero vence-la!

Ensina-me...

... a desenhar uma casinha de sapê..
... a ler o teu livro preferido..
... a cantar tua música predileta..
... a fazer teu prato mais gostoso..
... a dançar do jeito que te agrade..
... a escrever as mais belas cartas..
... a recitar as mais lindas poesias..
... a ser tua princesa mais querida..
... a ser tua mulher inteligente..
... a ser tua criança mais sapeca..
... a ser teu amor...

Ensina-me por que te peço e não por que te convém.
Ensina-me tudo o que achares necessário que eu devo aprender, porém me preserve da maneira que te conquistou para que nunca te esqueças quem eu sou.

Outro lado.

É pra lá que todos querem ir...
Não é a morte, é a vida...
Vida esta que não temos,
por que estamos presos..
Acorrentados.
Do outro lado,
Imaginamos a felicidade
em seu estado pleno.
O outro lado...
Não é depois da morte.
Não é uma invenção.
É onde seu coração está

É lá.

Sorria.

Sorria minha pequena criança, hoje o mundo gira e a roda da felicidade para frente à sua porta!

Sou sua garota

Tchibum!!! Era eu que caia na piscina por culpa dele... Na realidade ele apenas realizou indiretamente o meu desejo.
E ele disse:
- Tu queres continuar dançando sem par? Eu te ofereço minha companhia, não provisória, mas permanente!
- Como assim?
- Queres ser a minha garota? Minha namorada?!
- Quero! Sim, eu QUERO!

E eu sou sua garota!

No banheiro.

Eu apenas estava no banheiro a espera de minha amiga, não procurava nada quando de repente ele chegou e de um modo singular, fez aquele momento tão banal se tornar especial...
A partir daquele dia senti que tudo seria diferente.
Naquele encontro não foi preciso toque algum, apenas os olhares, palavras e uma conversa que não parecia ter fim... Eu não queria que tivesse fim.
Enquanto dialogávamos naquele banheiro, uma música tocava ao fundo, música essa que eu passara o dia escutando.
Era o lugar, a hora, o momento certo..
Detalhes a parte, eu pensei que não o veria mais quando fui embora, porém, engano meu, minhas previsões falharam desta vez e eis que ele me aparece e hoje muda minha vida todos os dias.

domingo, 12 de agosto de 2007

Lembro-me tão sorrateiramente do passado...
Quando tudo era alegria... e a gente tão somente sorria...
Foram em tuas palavras que encontrei parte de mim,
Seria então tu ... A parte que falta de mim?
Talvez...

E quem sabe no amanhã..
Quando a luz do sol guiar nosso coração..
Possamos ser felizes juntos.
Embora tão longe e complexo tudo isso seja.

Ainda imagino a tua chegada que nunca houve...
Passadas firmes...
O cheiro no ar..
A música na imaginação..
Olhares fixos.
E eu apenas sorrindo pra ti...
Lembrando de quando tão somente sorriamos
E imaginávamos esse momento.

domingo, 15 de julho de 2007

Aventurar

E o que seria dessa vida senão fossem as aventuras?
Sem graça, com certeza.
Fechar os olhos e pular com uma corda elástica, as vezes dá medo...
Mas pense.. Junto com esse mundo...
Vem a ascenção da coragem que isso te causa.

Imagina-te pulando
O vento..
Adrenalina..
Gritos...

Não vais morrer...é apenas uma forma de arriscar uma emoção diferente.
Diga-me, o que sentiria se pudesse voar um pouquinho?
Conversaremos sobre isso quando eu puder sentir também ...

Um futuro incerto... Porém bem melhor que planejamos.

O sol ainda brilhará..
É preciso viver de forma desgarrada e destemida..
Ao menos por um minuto.
Por um segundo.

Oportunidades não voltam
Apenas vem de forma unica.. Para agarramos ela.
Dão a sensação de história incompleta...
Pra completarmos...

Um dia vamos conversar sobre isso...
Por que, quem sabe, poderemos compartilhar.

sábado, 14 de julho de 2007

Pesadelo.


Insonia..
Dormir..

Acordar com uma estranha sensação de realidade.
Estranho..
Medonho..
Incerto..

Se pode ter certeza em algum sonho?
Terror..
Prisão..
Desespero..
Sonhos não acontecem?
Dormir..
Acordar... e ainda assim sentir.

És aquilo que ninguém vê..


E se te vissem, em que mudariam tua vida?
Pensariam que és melhor ou pior ...?
Pensariam que és lindo ou feio...?
Ou simplesmente, não pensariam nada.

Pra que saber?
És aquilo que é melhor pra si e nada mais importa.
A cada acerto, a cada erro...És lapidado.

O teu brilho é singular...
E se não querem ver, não precisas disso.
Quanto mais cresces, mais te engrandece.

És aquilo que ninguém vê...
Por que simplesmente, eles não querem ver.
Mas és muito mais do que eles podem ver.

E nesse momento...
Apenas palavras... sem motivos...
Apenas um registro a ser deixado para que alguém a veja como luz.
E talvez, por hora fossem, eternas e únicas...
E nada mais.
E é tão somente assim...
E não precisaria de muito....Por que o pouco já basta.
E não precisaria por que... Pois o como já explicaria.
Precisaria apenas sentir...E isso já é o suficiente!
E as luzes seguem ..
E vejo seu rosto brilhar...
Apenas isso e nada mais.

sábado, 30 de junho de 2007

Apenas mais um dia.


Dias de altos e baixos,
Dias alegres e dias tristes.

Hoje dia triste.
Coração apertado.
Vontade de chorar.
Sabe-se lá o por quê.
A vida as vezes anda em câmera lenta.
Rebobinando a fita.
Onde não tem mais volta.
Eu não sei o que dizer.
Talvez eu cansei de dizer.
Em muitos livros tento encontrar
palavras.
Afago-me no nada.
Um filme.
Uma história.
Uma página.
Um capítulo.
Nada me distrai hoje.
Vontade do difícil.
Realizar o impossível.
Ou simplesmente,
olhar para frente.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Publico...

Publicando palavras tortas e sem graça.
Vivendo essa mania de escrever..
Em meio a palavras e lágrimas.
Dizendo-me: " Não caia!"
Tendo a certeza que não.
Não importa.. o momento passa.
De qualquer maneira,
Publico...
Publico minha dor,
Publico minha angustia,
Publico meu amor,
Publico o meu gostar
Publico a mim.

Sobras....

Explicações infestam minha cabeça
de coisas inuteis e sem interesse.
Sujam o mundo,
E me levam para limpa-lo.

O que me sobram?
Apenas sobras...
Da falta de amor e total rancor.

Segredos ...
Guardamos pra si.
A virtude está no olhar.
E eu não quero perde-la.

Ausência de mim


É na ausência que me torno presente...
Vivo em mim,
Vivo em mil.
Vivo por que sim,
e talvez isso me basta.

É no calor que permaneço frio..
Na pele
Na cabeça
No coração...
Por que nem sempre a razão
me aquece.
Por que nem sempre o sentimento
me envolve.

Eu paro porque quero andar..
Mas paro..
Paro pra descansar...
Paro pra beber..
Paro para me ter...
Paro pra escrever...
É confundindo que me esclareço..
Minhas duvidas..
Minhas paródias..
Meus amores...
Meus livros...
Minhas conversas...
E mais uma vez...digo-te:
Eu me faço presente sendo ausente.

E só o que me lembro é do dia que partistes..
Levastes no olhar a lembrança de tardes
inesquecíveis de verão.
O verão que embalou nossas alegrias,
virtudes e anseios.
Que nos deu sabores singulares da vida

Naquela manhã,
Fostes na certeza.
Permanecestes na firmeza.
E não destruístes tua beleza.
Lembro-me das horas a fio
vendo o rio.
Tocava-nos os rostos uma brisa serena e suave
que outrora não sentes mais.

Pudera ter tido eu, poder..
Para manter-te aqui.

Momentos onde foram necessários
teus conselhos...
Momentos que pediram tua alegria..
Momentos que pediam tua presença..
Estás aqui,
Tão perto, tão longe.
Um oceano nos separa.
O amor nos une.

As noites choram tua falta.
Os dias pedem tua luz.
Nós te queremos aqui.
Com lágrimas que lavam nossas faces.
E preparam o sorriso pra receber.

terça-feira, 26 de junho de 2007

O passo.

Sempre foi a música.
Sempre foram as palavras.
E quando foi difícil, tive pernas
pra me sustentar, ou me arrastar.

Por horas a fio,
enlouqueci.
Gritei.
Chorei.
Decidi.
Mudei.

Mudei tudo.
A tal raiva,
O tal amor,
As tais escolhas.

Aprisionei-me nesta redoma.
Fui o que não quis ser.
Fui presente ausente.

Por fim o mundo vazio,
se acabara.
A representação chegou ao fim.

Eis que peço mais uma rodada
para celebrar o passo dado.

Da louca maneira de ser feliz...

Permito-me pensar no que acontece..
Permito-me talvez, tocar no que vejo.
E mais ainda, viver o que sinto...


Que cresce..
Cresce e se mostra..Capaz de ser forte.
De ser único...E sem explicações.


Ainda não entendo, e nem procuro compreensão.
Apenas a ascensão
Quando me vem na lembrança essa luz
A cantar o paraíso.


Nem o quê nem o por quê.
Apenas o tanto. O tanto que me cerca.
O tanto gostar.

Loucura é crer
Insanidade é aceitar
Racionalidade é não ter
Desespero é querer
Fuga é sonhar.


O que pode ser um abismo,
Onde a queda não é perdição.
O que tentar é algo mais,
É vibrar na suposição,
Brilhar na emoção.

Vivendo na espera.
Onde o desejo se emudece,
As palavras fogem.
A vida se enternece.

Estes tais versos...


Poderia ter feito antes ou depois...
Mas o quero fazer agora.
Por que agora é o momento..
É momento certo que esperei.

Poderia ter escrito essas linhas,
Somente por ter imaginado,
Mas que graça teriam, se eu não tivesse sentido?
Não se chamaria palavra louca,
Se chamaria alguma coisa.
Mas agora sei, é indescritível.
Parece que não tem fim...

É um horizonte...
Um recomeço...
Um brilho..
Aventura...

Qualquer coisa que nos faça sorrir.
Um mundo louco...
Um universo..
Pode significar nada, mas dar sentido a tudo..

domingo, 6 de maio de 2007

Um lugar

Gostaria de andar sem rumo por aí,
Sentir o cheiro da terra e do mar,
Gritar, de braços abertos para abraçar essa tal beleza
por hora, escondida.

Esse é o verdadeiro show da vida,
Voar, sentir que posso tocar o coração do mundo.
Um lugar longe de desgraças e de mentiras,
Será que existe?!

Como seria poder abrir os braços e sentir a natureza
em meu coração?
Um lugar distante, está no meu presente.
O presente que é sentir o mundo comigo,
vivendo na sintonia do meu coração e de minhas pretensões.
Sei que um dia terei esse prazer,
E ao sentir poderei ter a certeza que o mundo possui uma beleza
que ainda não foi apagada pela hipocrisia humana
e que nunca poderá ser anulada.

A sua essência é o que ainda promove a felicidade
dos que não tem o que comer,
dos que sofrem a opressão,
dos que estão em estado terminal...

É nesse lugar, é nesse amanhã florido que muitos se apoiam.
E é nesse lugar, que eu acredito.

sábado, 5 de maio de 2007

Sem definição.

O ritmo frenético da minha vida, expira paz.
já não suporto viver com tantas dúvidas,
O desespero de minha face é visível.


Queria poder estar mais a frente
do que imagino... Concretizar!


É sim, concretizar os meus sonhos,
ir à busca do que espero do meu mundo.
A glória dos outros alimenta os meus sonhos.


Sou muito mais do que uma pessoa
Que busca felicidade,
sou aquilo que não tem palavra.


Não tem definição, aquilo que ninguém sabe.
Nem eu sei.
Enfim, um caleidoscópio de confrontos
e amiúdem tristes.
Eis a minha vida, eis eu!

Obscuro do sonho.

Ele via muitas sombras,
Que devagar iam se aproximando.
Rastejavam e vinham ao seu encontro.


O sol se ofuscava na penumbra da morte.
A tempestade deixava seu rastro.


Sentia o medo..
Aquela sensação era verdadeira.
As pessoas falavam sobre isso,
Sobre aquele lugar sombrio..


E o pavor crescia.
Pernas presas.
Boca seca.
Olhos arregalados.


Era agora! Não havia outra saída...

Acordou! Enfim, acordou.
Aquele pesadelo quase lhe prendera a alma.
Havia tido um pesadelo.

Aonde chegar..

Já estive tão fundo,
nunca imaginei chegar aonde cheguei.
O mundo parecia injusto,
as pessoas eram anormais
perto de tudo aquilo que deveriam ser,
e isso ainda não era nada!


A "parada" era tão clichê
Quanto inovadora.
E a vida me mostrou
que aquele fundo do poço
era raso.


Para que o desespero?
Por que se afligir tanto?
Era raso... Raso!


De tão certa que a vida estava,
que hoje estou aqui...
A procura da felicidade...
Vendo que nada é tão fundo quanto parece.
Correndo ao vento nua...
Buscando-me no tempo...
Perdendo-me em lindos campos de flores...


Sigo assim...
Olhando para os lados,
analisando tudo,
Consciente que nenhum poço
É tão fundo assim,
Que eu não posso me levantar.

Confundir

Que som se assemelha a liberdade?
Que viagem pode ser igual à ela?
Leveza e confusão...
Ser livre.. leve .. puro.

Para sempre... não é ser insano?
Que poder tenho sobre minha insanidade?
Ser livre é ser louco?
Você roda... voa... cai...

Por instantes te perdes
no meio de tanto medo..
que por horas fio se compadeces de ti mesmo,
E da tua incessante busca.

Paz... liberdade...medo.
Tantos sentimentos te confundem
E aquela imagem, o que seria?
Era um filme ou ele estivera ali?

Era aquela face que buscavas.
Era assim ser livre.
Agora sabes, e então...
Diga-me, o medo se assemelharia à liberdade?

Onde me vejo.


Além desses mares, além desses ares...
Mas não muito distante...
Um lugar, um canto...
Não sei ao certo..
Só sei que necessito.

Dar um basta em histórias...
Ter coragem pra me desprender...
Ter vida pra viver...
Um pouco longe, um tanto perto...

Mas com a certeza de que
Um dia eu fui, e um dia eu volto...
Volto porque assim o mundo quer..
Porque assim que é..
E porque sempre voltamos no ponto inacabado.
Por mais que tudo caia,
Por mais que tudo se acabe..
Ainda tenho mãos,
Coração..
E fé.

Entre meus altos e baixos,
Sei o que aprendi,
Sei o que vivi.
E agora, me vejo longe daqui...
Mas não tão longe do que me cerca...
Só longe do que me prende.

Longe do que me acorrenta...
Perto do que me alimenta.