sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Deixa estar...

... em mais uma canção me faço presente. Aprendi a redescobrir coisas, falta saber o que fazer com elas. E eu só sei que quero que permaneça igual, não igual agora, mas igual a antes... Só isso.
São uns rostos estranhos, inquietos, apressados.
Corpos que vivem de lá pra cá...
De cá pra lá...

Sem objetivo,
Vivos do consumo.
Cobiçando o materialismo.

Canso-me de ver todos os dias...
Quase as mesmas pessoas...
A mesma atmosfera...
O mesmo propósito: Consumir!

Mundo de paredes e artigos inválidos
Ar condicionado,
Cartões,
Lojas,
Inseguro,

Confuso e difuso, sem ser profundo.
É feito pra que?!

Qual é a condição?

Não existe condições para sentir, apenas motivos para se querer...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

"Você vem ou será que é tarde demais?"
Um girassol da cor do seu cabelo, Nenhum de Nós.



Disseram tanto a ela, coisas que jamais pudesse imaginar que poderia ser. Porém, não acreditou em ninguém. Apenas acredita nela, sabendo que o amanhã pode vir triste e cinza, ou não.
A esperança que ela tem é maior do que o próprio pessimismo e a insegurança. Por que ser tão insegura se nada é certo?! Justamente por saber disso é que o medo dela se tornava cada vez mais real quando alguém se afastava, alguém que ela gostava e não qualquer pessoa.
As estrelas parecem sempre ficar no céu, mas nem sempre são as mesmas, apesar de enfeitarem aquela paisagem, que só é mais bela com elas. Uma metáfora pouco compreendida, só que ela sabia como absorver.
Não se pode esperar do sol mais sol e nem da chuva mais chuva. Espera apenas que seja intenso, o suficiente pra ser inesquecível.
Na realidade, ela não quer só isso. Ela quer mais, mas nem sempre querer mais é a real vontade de todos. Quem a compreende?! Nem ela mesmo consegue compreender seus mistérios.
Ultimamente, o coração tem andado muito doente, angustia, medo, medo do passado, medo do futuro, medo do medo que tem em ser medo.
Ela refaz a cena, refaz o ato, refaz a história. Todos os dias. Ela quer o que fora antes, mas só o que se explica a felicidade.
Enigmas. Palavras incertas. Buscas perdidas. Passos sem firmeza.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Mudar

No fim as mudanças. Sim, aquelas mudanças esperadas e outras não desejadas. O que importa é que são mudanças, e que de alguma maneira elas me fazem ver o mundo de uma outra forma. Esquecer de tudo?! Jamais! Gosto de lembrar de tudo, até mesmo dos erros, pois é neles que encontramos o sentido dos atos...Pensamos trilhões de vezes antes de cometer outra vez algo semelhante.
Apesar de todas as mudanças serem boas, algo me incomoda, o tempo! Que tempo terei para ver quem eu amo partir?! Sim, eu falo da minha irmã. Casamento, viagem, e mais mudanças... e dessa vez, mudanças mais bruscas. E isso eu não verei...
A noite veio para que eu refletisse sobre isso, e cada vez que penso, mas fico triste de saber que pouco terei com ela.
Mudanças... requer abdicar de algo para se adaptar a outro que pode te levar ao sucesso imediato.
Mudanças... Adaptar-me-ei a elas....
- Estás bem?!
- Não, não to, mas ninguém pode me ajudar.
-Tens certeza disso!? Sabes que te conheço muito bem, e se não ajudar 100% posso chegar pelo menos na metade disso...
-Tudo bem, vou falar...

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Apesar de não parecer da maneira mais certa que deveria ser, existem coisas que nunca mudam.