quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O Cotidiano

Amanheceu mais um dia, e ela nem precisa demorar muito pra saber o que irá ter que enfrentar logo mais, sua relutância em permanecer na cama é vencida pelo despertando tocando insistentemente como se ela estivesse no quartel do Exército, e como toda quarta feira, meio da semana, o ritmo frenético do trabalho e de sua rotina tão fatigada consome o que lhe resta de esperança.
Ao acordar já percebe a mesma sensação de todos os dias, o receio de estar sempre atrasada, vê que tudo está rápido demais e sente que está ficando pra trás.
Saindo de casa, como é de costume, observa as pessoas passando por ela, cada vez mais apressadas e com o único objetivo, o de chegar em seus destinos o mais rápido possivel. As horas estão contra elas. "Mas pra quê tanta correria?", as vezes ela se dá o luxo de pensar assim, pois apesar de estar trabalhando faz tempo, ainda não entendia aonde as pessoas queriam chegar. O que é necessidade e o que é luxo? O é prazer e o que é sacrifício? Procurava tentar responder suas indagações, mas nunca chega a lugar nenhum. E assim, a caminho do trabalha divagava sem encontrar respostas ou explicações para o que pensava.
Quando chega no seu emprego, olha ao seu redor, e desde cedo os rostos já estão entediados e cansados, o dia mal começa, mas todos já sabem que será mais um igual ao outro. Nada muda em suas vidas. E ela pensa consigo mesma: "Vamos lá, logo acabará!". É sempre assim, tenta arrumar forças para enfrentar todas as tarefas chatas que terá que fazer, todos os chiliques do seu chefe, e aquela secretária chata que vive comendo sonhos da padaria e que sempre quando deixa algum relatório pra ela, suja a sua mesa.
Trabalho, trabalho e mais trabalho, isso é a característica de seu dia. Mas existe um momento que ela para pra pensar em como tudo aquilo podia ser diferente, poderia acordar mais tarde e aproveitar o bela manhã de sol quente que brilhava lá fora do mundo de concreto que a aprisionava, queria poder fazer valer a pena os seus dias, não estar presa à rotina, sair da monotonia, fazer algo diferente. Porém ela sabe que não tem como sair desse mundo, os concretos e as obrigações a cercam e muitas coisas dependiam do trabalho dela.
Ao fim do dia, ao sair da empresa, a caminho de casa os outros aproveitam o fim do dia, dentro dela há uma enorme vontade de fazer o mesmo, mas ela se sente tão cansada, sem muitas pesperctiva de mudanças, apesar de ansiar muito por um momento de diversão, entretanto já se acostumou a sentir apenas a vontade de fazer e não de realiza-la. Como de costume volta pra casa, sabendo que lá terá mais trabalho pela frente. Depois dos afazeres domésticos alguma programação medíocre prenderá a sua atenção fazendo-a adormecer, pois seu corpo está cansado e sua mente quer buscar em seus sonhos a verdadeira paz que precisa.

"Pai..o tempo está virando...

Pai... me deixa respirar o vento....Vento"

Um inferno chamado TPM!

Todo mês a mesma história, durante um curto período de tempo, porém, significante, os meus nervos ficam fora de controle, hora sensíveis demais, hora furiosos. O pior é que essa situação não afeta só a mim, mas quem me cerca. Opto às vezes por me isolar, chorar minhas mágoas, reviver o passado, desenterrar mortos, explicar meus fracassos e teimar que eles irão repetir, pois não sei que diabos nessa época me faz pensar que nada dará certo. É um sentimento de desânimo que me consome de tal maneira acorrentando-me a uma vida sem sentido.

Procuro me afastar de todos, vivo um dia de EMO... Emocionalmente atingida por não sei o quê sem motivo pra ser.
Uma fase sombria que parece não ter fim. Parece que eu fico mais feia, mais inchada, todas as roupas ficam apertadas, estranhas, esquisitas... argh!

Mulher sofre! O que mais deixa triste é a falta de tato do sexo masculino com essa momento, são tantas transformações para nós, mulheres, e ainda temos que aturar a incompreensão do outro lado. "Ah, estás com TPM, vou me afastar de ti, quando estiveres melhor, me avise" , e ainda temos que aguentar comentários desse tipo! Sofremos quando temos nossa primeira menstruação, que chega muitas vezes na mudança de criança para pré adolescente, e com a menarca temos que nos comportar de outra forma. Sofremos durante todo o período menstrual com cólicas e essa maldita TPM, sofremos quando chega a menopausa... Aaaaah! E por que só a mulher sofre isso?!
(Desabafo sob efeito da TPM!)

Enfim ... depois de quase uma semana nesse clima de morbidez total, eis que acordo e vejo que passou. Até as dores da cólica se tornam mais suportáveis do que ficar nessa maldita TPM que me inferniza todo mês.

Agora sim, o alivio chegou!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Mente vazia...

Oficina do diabo... Velho ditado popular que eu comprovo todos os dias. A quantidade de baboseiras que passam pela minha cabeça nesses dias de ócio, é absurdamente incrível! Eu que sempre fui ativa em minhas atividades me encontro em qualquer esboço de arte de segunda categoria que descartada antes do término.
Mas como não me canso de tentar de novo... Vamos lá. Quarto round.

Esse diabo não vai me pegar... mua ha ha ha!

Ai, esse medo!

Mais um dia que apenas penso e nada faço.
Na realidade, falta-me dar o primeiro passo, pois depois dele já sei o rumo que devo seguir. Mas que medo é esse que me prende e repreende os planos? Mas que medo é esse que não me deixa andar?
Pés acorrentados, mente vendada...
Um dia isso acaba e essa luta travada irá terminar, e espero vence-la!

Ensina-me...

... a desenhar uma casinha de sapê..
... a ler o teu livro preferido..
... a cantar tua música predileta..
... a fazer teu prato mais gostoso..
... a dançar do jeito que te agrade..
... a escrever as mais belas cartas..
... a recitar as mais lindas poesias..
... a ser tua princesa mais querida..
... a ser tua mulher inteligente..
... a ser tua criança mais sapeca..
... a ser teu amor...

Ensina-me por que te peço e não por que te convém.
Ensina-me tudo o que achares necessário que eu devo aprender, porém me preserve da maneira que te conquistou para que nunca te esqueças quem eu sou.

Outro lado.

É pra lá que todos querem ir...
Não é a morte, é a vida...
Vida esta que não temos,
por que estamos presos..
Acorrentados.
Do outro lado,
Imaginamos a felicidade
em seu estado pleno.
O outro lado...
Não é depois da morte.
Não é uma invenção.
É onde seu coração está

É lá.

Sorria.

Sorria minha pequena criança, hoje o mundo gira e a roda da felicidade para frente à sua porta!

Sou sua garota

Tchibum!!! Era eu que caia na piscina por culpa dele... Na realidade ele apenas realizou indiretamente o meu desejo.
E ele disse:
- Tu queres continuar dançando sem par? Eu te ofereço minha companhia, não provisória, mas permanente!
- Como assim?
- Queres ser a minha garota? Minha namorada?!
- Quero! Sim, eu QUERO!

E eu sou sua garota!

No banheiro.

Eu apenas estava no banheiro a espera de minha amiga, não procurava nada quando de repente ele chegou e de um modo singular, fez aquele momento tão banal se tornar especial...
A partir daquele dia senti que tudo seria diferente.
Naquele encontro não foi preciso toque algum, apenas os olhares, palavras e uma conversa que não parecia ter fim... Eu não queria que tivesse fim.
Enquanto dialogávamos naquele banheiro, uma música tocava ao fundo, música essa que eu passara o dia escutando.
Era o lugar, a hora, o momento certo..
Detalhes a parte, eu pensei que não o veria mais quando fui embora, porém, engano meu, minhas previsões falharam desta vez e eis que ele me aparece e hoje muda minha vida todos os dias.