domingo, 6 de maio de 2007

Um lugar

Gostaria de andar sem rumo por aí,
Sentir o cheiro da terra e do mar,
Gritar, de braços abertos para abraçar essa tal beleza
por hora, escondida.

Esse é o verdadeiro show da vida,
Voar, sentir que posso tocar o coração do mundo.
Um lugar longe de desgraças e de mentiras,
Será que existe?!

Como seria poder abrir os braços e sentir a natureza
em meu coração?
Um lugar distante, está no meu presente.
O presente que é sentir o mundo comigo,
vivendo na sintonia do meu coração e de minhas pretensões.
Sei que um dia terei esse prazer,
E ao sentir poderei ter a certeza que o mundo possui uma beleza
que ainda não foi apagada pela hipocrisia humana
e que nunca poderá ser anulada.

A sua essência é o que ainda promove a felicidade
dos que não tem o que comer,
dos que sofrem a opressão,
dos que estão em estado terminal...

É nesse lugar, é nesse amanhã florido que muitos se apoiam.
E é nesse lugar, que eu acredito.

sábado, 5 de maio de 2007

Sem definição.

O ritmo frenético da minha vida, expira paz.
já não suporto viver com tantas dúvidas,
O desespero de minha face é visível.


Queria poder estar mais a frente
do que imagino... Concretizar!


É sim, concretizar os meus sonhos,
ir à busca do que espero do meu mundo.
A glória dos outros alimenta os meus sonhos.


Sou muito mais do que uma pessoa
Que busca felicidade,
sou aquilo que não tem palavra.


Não tem definição, aquilo que ninguém sabe.
Nem eu sei.
Enfim, um caleidoscópio de confrontos
e amiúdem tristes.
Eis a minha vida, eis eu!

Obscuro do sonho.

Ele via muitas sombras,
Que devagar iam se aproximando.
Rastejavam e vinham ao seu encontro.


O sol se ofuscava na penumbra da morte.
A tempestade deixava seu rastro.


Sentia o medo..
Aquela sensação era verdadeira.
As pessoas falavam sobre isso,
Sobre aquele lugar sombrio..


E o pavor crescia.
Pernas presas.
Boca seca.
Olhos arregalados.


Era agora! Não havia outra saída...

Acordou! Enfim, acordou.
Aquele pesadelo quase lhe prendera a alma.
Havia tido um pesadelo.

Aonde chegar..

Já estive tão fundo,
nunca imaginei chegar aonde cheguei.
O mundo parecia injusto,
as pessoas eram anormais
perto de tudo aquilo que deveriam ser,
e isso ainda não era nada!


A "parada" era tão clichê
Quanto inovadora.
E a vida me mostrou
que aquele fundo do poço
era raso.


Para que o desespero?
Por que se afligir tanto?
Era raso... Raso!


De tão certa que a vida estava,
que hoje estou aqui...
A procura da felicidade...
Vendo que nada é tão fundo quanto parece.
Correndo ao vento nua...
Buscando-me no tempo...
Perdendo-me em lindos campos de flores...


Sigo assim...
Olhando para os lados,
analisando tudo,
Consciente que nenhum poço
É tão fundo assim,
Que eu não posso me levantar.

Confundir

Que som se assemelha a liberdade?
Que viagem pode ser igual à ela?
Leveza e confusão...
Ser livre.. leve .. puro.

Para sempre... não é ser insano?
Que poder tenho sobre minha insanidade?
Ser livre é ser louco?
Você roda... voa... cai...

Por instantes te perdes
no meio de tanto medo..
que por horas fio se compadeces de ti mesmo,
E da tua incessante busca.

Paz... liberdade...medo.
Tantos sentimentos te confundem
E aquela imagem, o que seria?
Era um filme ou ele estivera ali?

Era aquela face que buscavas.
Era assim ser livre.
Agora sabes, e então...
Diga-me, o medo se assemelharia à liberdade?

Onde me vejo.


Além desses mares, além desses ares...
Mas não muito distante...
Um lugar, um canto...
Não sei ao certo..
Só sei que necessito.

Dar um basta em histórias...
Ter coragem pra me desprender...
Ter vida pra viver...
Um pouco longe, um tanto perto...

Mas com a certeza de que
Um dia eu fui, e um dia eu volto...
Volto porque assim o mundo quer..
Porque assim que é..
E porque sempre voltamos no ponto inacabado.
Por mais que tudo caia,
Por mais que tudo se acabe..
Ainda tenho mãos,
Coração..
E fé.

Entre meus altos e baixos,
Sei o que aprendi,
Sei o que vivi.
E agora, me vejo longe daqui...
Mas não tão longe do que me cerca...
Só longe do que me prende.

Longe do que me acorrenta...
Perto do que me alimenta.